O que as lentes da série L da Canon têm a mais, para custar o que custam?

A série L de lentes da Canon, identificada por um anel vermelho na frente das objetivas é conhecida também pelos preços “um pouco” mais altos que a empresa cobra.

Há alguns itens, recursos e características do próprio produto que concorrem para justificar o seu preço.

Os mais óbvios são uma bolsinha (lens case ou pouch), o parasol (ou hood) e o filtro que a lojinha oficial às vezes inclui no pacote. Os valores (em dólar) podem ajudar a entender melhor pelo que você estaria pagando ao levar pra casa um produto desta linha.

Em tempo, a letra “L” que identifica a linha, na nomenclatura dos produtos, significa “luxury“, que pode ser traduzido por esplendor, magnificência ou, simplesmente, luxo.

Lente Canon EF 24-105 f/4 L II USM. Foto B&H.

Deixe-me acrescentar que, para fazer a comparação, vou usar as seguintes lentes como referência, uma vez que possuem a mesma distância focal:

  • Canon EF 24-105mm f/4L IS II USM: US$ 1100.00.
  • Canon EF 24-105mm f/3.5-5.6 IS STM: US$ 600.00
Lente Canon EF 24-105mm f/3.5-5.6 IS STM

Comparar objetivas com a mesma distância focal pode tornar mais fácil entender o que está sendo oferecido, pela diferença de preço.

Até aqui, uma parece custar quase o dobro da outra.

Contudo, me deixe mostrar que a diferença de preço, na verdade, pode ser bem menor.

As referências de preços são as da loja oficial da Canon USA e da B&H.

Os “brindes” do pacote

Usualmente, a empresa inclui alguns itens ao lado da lente, que são os seguintes:

Bolsinha e tulipa para a lente da série L da Canon.
  • A tulipa ou o parasol (lens hood), que serve para proteger o elemento frontal de raios de luz lateral, que podem ocasionar o lens flare, que é um tipo de aberração óptica. Também serve para proteger a objetiva de pequenos impactos e do contato com os seus dedos no vidro da frente da lente. Custa entre US$ 30.00 e US$ 40.00.
  • A bolsinha ou case/pouch, que serve para carregar a lente, em segurança, protegida contra impactos. Custa entre US$ 30.00 e US$ 40.00.
  • Um filtro para ser atarraxado ao elemento frontal. Usualmente, ele oferece proteção contra digitais e gordura dos dedos, além de ter propriedades de repelência de água, umidade e poeira. Ele também evita que entrem respingos de água e poeira pela parte da frente da lente. Custa entre US$ 60.00 e US$70.00.
Detalhe do parasol da lente Canon EF 17-40mm f/4 L USM.
Para-sol da Canon EF 17-40mm f/4.0 L USM: O para-sol possui um revestimento aveludado na parte interna, que absorve bem melhor a luminosidade e ajuda a impedir que raios de luz lateral atingam o elemento frontal e acabem encontrando o caminho até o sensor, causando perda de contraste, entre outras aberrações óticas. O lado negativo: retém poeira, o que acrescenta um estágio a mais na limpeza do equipamento.

Não são itens triviais, como muitas pessoas podem pensar. A tulipa ou o lens hood, pelo menos, é algo que procuro comprar um para cada uma das minhas lentes — infelizmente, sem ele, o meu dedo sempre encontra um meio de encostar no vidro frontal da lente, me obrigando a procurar alguma coisa (nem sempre adequada) para remover a mancha.

A bolsinha, sempre aproveito a de outra lente, de forma que eu não precisaria — no meu kit atual — de mais de 2 bolsinhas.

Se você comprasse a lente Canon EF 24-105mm f/3.5-5.6 IS STM, com os itens acima, ela já passaria a custar entre US$720.00 e US$750.00, o que já diminuiria a diferença para algo entre 350-380 dólares entre os 2 modelos.

Estes US$350.00 a US$380.00 a mais, é o que a Canon cobra pelos recursos extra: resistência, qualidade de imagem e status.

Em outras palavras, a objetiva “série L”, neste caso, custa aproximadamente 46% a mais em relação ao valor de US$ 750.00.

Nos tópicos, abaixo, vou mostrar o que você obtém, se optar por pagar 46% a mais pela Canon EF 24-105mm f/4L IS II USM

O fator de status

Vou começar pelo item mais subjetivo e controverso.

Para a grande maioria dos fotógrafos, este fator é totalmente irrelevante. Já, para outros, pode ser bem mais importante que qualquer outro argumento.

Há clientes que se importam e observam com que carro, roupa e equipamento você se apresenta pro trabalho. E se pagam o suficiente para você ostentar itens caros e de luxo, não há o que discutir. Apenas compre — agrade os clientes e a si mesmo.

A grande maioria dos clientes, contudo, não percebe detalhes visuais do seu equipamento e não têm a menor ideia do significado do “anel vermelho”. Tampouco percebem a diferença de qualidade entre o equipamento topo de linha e o de entrada.

Resistência à água e à poeira.

Todo o projeto das objetivas high end da Canon é concebido para manter respingos de água e poeira do lado de fora do equipamento.

A eficiência desta proteção, contudo, depende de 2 coisas: a câmera precisa também ser “selada” contra os elementos e a lente precisa estar com o filtro de proteção montado na frente.

Na minha experiência, meu atual conjunto Canon EOS 6D Mark II + Canon EF 17-40mm f/4.0 L USM + filtro Kenko 77mm resiste muito bem a mais do que “respingos” de chuva. Nunca testei além disto, contudo, há vídeos no Youtube comprovando a eficiência da selagem das lentes e das câmeras, dentro das condições previstas pelo manual do fabricante.

As lentes da série L são mais resistentes a choques e pancadas

Nunca derrubei a minha câmera atual, mas o meu cachorro já derrubou uma Canon T6 (1300D) com uma lente Canon EF-S 55-250mm IS STM II, da altura de uma mesa. Não houve qualquer consequência ou dano — nem pro cachorro 😉

Longe de estar recomendando que você seja descuidado(a), quero apenas dizer que, baseado na minha parca experiência, até os equipamentos de entrada são razoavelmente resistentes.

Se estiver interessado, você pode ler o meu relato sobre a minha Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM, que comprei no fim de 2019 e chegou às minhas mãos com visíveis sinais de “maus tratos” ou uso extremo — mas em perfeito funcionamento, atualmente.

Se a Sigma 24-70, em questão, é um verdadeiro tanque de guerra em resistência, as lentes da Canon série L, estão em um nível definitivamente superior.

Faz sentido crer que elas aguentam o “tranco” do dia a dia e, eventualmente, algumas pequenas quedas.

Frisando: seja sempre cuidadoso(a) com as suas lentes e faça seguro.

Aqueles 10% a mais sempre são mais caros

Finalmente, chegamos ao ponto-chave: a qualidade das imagens que as lentes “L”, alegadamente, entregam.

Você pode melhorar a qualidade de qualquer produto, seja uma lente, um carro, um relógio etc. até certo ponto, quando você atinge um equilíbrio entre o custo e a qualidade final alcançada. Digamos que a lente Canon EF 24-105mm f/3.5-5.6 IS STM representa este balanço entre custo/benefício.

A partir deste ponto de equilíbrio, qualquer melhora na qualidade vai exigir o uso de vidro de melhor qualidade, engenharia interna e externa mais complexa, controle de qualidade mais rígido, profissionais mais bem pagos para montar o produto, revestimentos químicos mais caros, material mais preciso para a transmissão dos impulsos elétricos etc.

Cada ponto percentual a mais de qualidade passa a ter um impacto cada vez maior no custo final. Não há mais a razoabilidade entre o custo e os benefícios obtidos.

Este argumento também é muito subjetivo: você tem clientes que têm a capacidade de perceber estes 10% a mais na qualidade das imagens? E estão dispostos a te pagar quase 50% a mais?!

Itens de conforto e comodidade

Este é um dos pontos que são palpáveis e visíveis. Vocẽ consegue sentir que tem algo de qualidade superior nas suas mãos, durante seu trabalho.

A qualidade é perceptível nos anéis de foco e zoom, que se movem suavemente junto com as suas mãos.

Aqui, o argumento central é que você se sente bem usando uma objetiva de alto padrão, no seu dia a dia.

A “24-105 f/4 L” tem um diafragma com 10 lâminas, contra 7 da outra, o que pode proporcionar um bokeh mais suave e bonito.

A borracha, ao redor do mount da lente, garante um encaixe mais preciso, seguro e a impermeabilização do conjunto câmera/lente.

O elemento frontal, que não gira, melhora a usabilidade de filtros de polarização, por exemplo.

O lens hood original da Canon, tem encaixe de “baioneta” perfeito — inclusive na posição invertido, o que torna bem mais fácil guardar a lente na mochila e não precisamos ficar girando e rosqueando indefinidamente até que esteja anexado com segurança.

Além disso, a parte interna do hood das lentes L tem revestimento aveludado, tornando-a ainda mais escura e protegida contra o flare.

Conclusão

Para a grande maioria das tarefas, as lentes normais suprem perfeitamente as necessidades dos fotógrafos, mesmo os profissionais mais experientes ou os aficionados mais exigentes.

Praticamente tudo o que uma lente de alto padrão oferece pode se resumir em conveniência. Os resultados, comumente, podem ser alcançados, com objetivas de baixo custo, com conhecimento e técnica.

Salvo raríssimas exceções, você não precisa de uma objetiva de topo de linha da Canon para obter um bokeh decente ou uma grande nitidez. Toda lente tem limitações, que podem ser resolvidas ou contornadas com conhecimento técnico.

Como opinião pessoal, não concordo que compensa se endividar por um equipamento deste nível. Contudo, se for apenas uma questão de guardar dinheiro por um tempo maior, acredito vale a pena — para ter uma melhor selagem, mais resistência, além de alguns itens de comodidade (como o encaixe perfeito do hood) e o prazer de usar um anel de zoom e de foco mais suaves. A qualidade a mais e o status não são fatores decisivos para a minha compra deste tipo de equipamento.

E você? Acha que as lentes de alto padrão (seja Zeiss, Canon, Nikon etc) valem o que custam?

Fotografia de esportes noturna com uma lente 24-70mm f/2.8

No fim de 2020, ainda dentro do contexto da pandemia de COVID-19, resolver sair para testar a Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM na quadra de tênis do condomínio em que eu tava passando parte do tempo do isolamento social — tava”rolando” uma partida e eu fui lá ver se a lente dava conta do recado.

O horário da partida era depois das 17:30 e o sol já estava se pondo. Havia pouca luz, além da dos postes de iluminação (LED) da própria quadra. Estes eram os desafios:

  • As objetivas com o range focal, de 24-70mm, não são voltadas para este tipo de fotografia. Por outro lado uma quadra de tênis não é tão grande e, na verdade, achei as distâncias focais de 24mm a 70mm bem adequadas para a tarefa. Você vai precisar de uma teleobjetiva apenas se fizer questão de obter mais detalhes. Já, em um campo de futebol, o focal distance de 70mm pode ser insuficiente.
  • A iluminação da quadra de um condomínio residencial não tem a menor obrigação de pensar nos fotógrafos e costuma ser fraca — o que vai te forçar a fazer algumas concessões (usar ISO alto, pra começar) que podem arruinar a qualidade das suas imagens.

Veja o meu resultado, na galeria abaixo. No parágrafo seguinte e nas legendas, explico melhor o que fiz para tentar obter um resultado melhor.

Qualquer que seja a marca, as objetivas com a distância focal 24-70mm e com abertura máxima f/2.8 são equipamentos profissionais, para produzir imagens de altíssima qualidade. Já falei, anteriormente sobre as características da Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM, caso você queira saber um pouco mais sobre a lente que usei aqui.

São lentes voltadas para ensaios fotográficos, retratos e, principalmente, eventos — como casamentos.

Em eventos, um dos desafios do fotógrafo costuma ser o fato de que provavelmente não poderá usar f/2.8 para fotografar grupos de pessoas — vai ter que usar uma abertura f/4.0 ou inferior, para conseguir que todo mundo fique dentro da zona de foco.

Incluir um flash, como luz auxiliar, não é incomum — na verdade, é altamente sugerido.

O flash permite usar uma velocidade mais alta para o obturador e extrair mais detalhes do assunto. Mas isso também fazia parte do desafio.

A câmera Canon EOS 6D Mark II, por sorte, permite trabalhar com valores de ISO bastante elevados e foi o recurso que eu usei.

Coloquei a câmera no modo de prioridade de abertura e a deixei fixa em f/2.8 e o ISO 3200 — e deixei a 6D escolher os valores de exposição (ou velocidade do obturador).

O que eu teria feito diferente

Fui analisar os arquivos/imagens RAW quando cheguei em casa, na tela do laptop e obviamente, cheguei à conclusão de que algumas coisas poderiam ter sido feitas diferente e melhor.

Para a 6D Mark II, trabalhar em ISO 6400 teria sido um passeio no parque — faltou ousadia da minha parte para ir até lá — o que, certamente, permitiria obter imagens bem mais claras e usar velocidades de tiro mais altas.

Usar flash, em qualquer evento noturno ou in door, pode não ser uma necessidade para esta lente, mas ajuda a capturar mais detalhes e a manter o seu ISO baixo.

Por último, como recomendação, usar o modo Prioridade de velocidade/obturador ou Shutter Priority na sua câmera em eventos noturnos e o ISO no Auto, para ter mais controle sobre os borrões de movimento.

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Vale a pena comprar a lente Sigma 24-70 f/2.8 IF EX DG HSM em 2021?

Em 2019, eu estava procurando (e guardando dinheiro) por uma lente com estas características — uma distância focal entre 24mm e 105mm.

As lentes que estavam no meu radar eram a Canon EF 24-105mm f/3.5-5.6 IS STM (nova) ou a Canon EF 24-105mm f/4L IS USM (a primeira versão, usada).

No início do “fatídico ano de 2020”, uma amiga, fotógrafa de casamentos (a Jéssica), me perguntou se queria dar uma olhada na Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM dela. Avisou que tinha “um probleminha” no diafragma, que ficava emperrado em f/5.6. O valor pedido era próximo de 200 dólares.

Isso não era, exatamente, o que eu tinha em mente, mas podia ser uma oportunidade.

A princípio poderia ser uma lente barata para fazer fotografia de rua e eu teria finalmente um ângulo mais aberto para explorar. Futuramente, poderia tentar consertar o problema no diafragma, o que expandiria ainda mais as possibilidades da objetiva.

Para contextualizar, no começo de 2019, eu tinha acabado de migrar para “full frame” e só tinha a EF 75-300mm e “a cinquentinha”.

Fazia falta ter um ângulo mais aberto para fotografar.

Peguei para experimentar, sem prazo pra devolver. Contudo, uma semana é mais que suficiente para decidir estas coisas.

Levei o equipamento para “um carinha” de uma assistência técnica e ele me disse que precisava trocar um cabo flat e o diafragma voltaria a ficar OK — por um valor equivalente a 50 dólares. Com isso, a lente chegava aos 250 dólares — o que, na minha opinião, não era nem caro, nem barato.

Com isso, passei a achar que valia a pena — “se amanhã não for nada disso… eu vendo e volto ao plano inicial! Por enquanto vou comprar, consertar e usar.”

O “carinha” da assistência encomendou a peça de reposição em um site chinês, que demorou quase 3 meses para chegar — chegou junto com a pandemia, por volta de Março de 2020.

Aspectos técnicos da Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM

O projeto foi concebido para uso em câmeras full frame digitais (DSLRs), para uso profissional em fotografia de eventos, casamentos retratos etc.

Tem um tamanho compacto, que envolve 3 elementos de vidro asférico, para correção de distorções. Além disso, possui elementos de vidro de baixa dispersão para oferecer máxima correção de cores e nitidez em qualquer distância focal.

Eventuais aberrações óticas ou cromáticas e as distorções — comuns a todas as lentes, podem ser corrigidas com o software da sua própria câmera, se você faz suas fotos em JPG.

Quem prefere registrar suas imagens em RAW, pode aplicar as correções automaticamente na pós — eu uso o DarkTable para isso.

O que quer dizer este nome enorme e tão pomposo?

De acordo com a fabricante…

  • 24-70mm, é a variação da distância focal, de 24mm a 70mm
  • f/2.8, é a abertura máxima do diafragma em qualquer distância focal
  • IF, é uma sigla, que corrresponde a Internal Focus — ou seja, o cano da lente não se estende quando você faz o foco. Em outras palavras, o comprimento da lente não muda e o elemento frontal não gira (ótimo para quem pretende usar qualquer tipo de filtro).
  • EX, se refere a um acabamento externo de excelência estética.
  • DG, é uma nomenclatura para designar lentes projetadas para sensores full frame.
  • HSM, por fim, são as iniciais do motor de autofoco — HyperSonic Motor.

O sistema de focalização interno colabora para evitar a entrada de sujeiras na parte interna do equipamento, mas não há proteção especial contra os elementos (weather sealing) — embora eu acredite que, nesta categoria, deveria haver.

Para que situações a Sigma 24-70mm é indicada?

Lentes nesta categoria “24-70mm f/2.8” são indicadas para eventos em locais fechados, casamentos, ensaios, retratos, paisagens, eventos em família, entre outros.

Em câmeras com sensor APS-C, ela vai oferecer uma perspectiva equivalente a 36-112mm, o que pode ser muito fechado para alguns eventos em locais pequenos.

Eu uso a minha em uma Canon EOS 6D Mark II (full frame) para fotografia de rua (especialmente à noite), viagens, eventos, ensaios e retratos.

Trata-se de um projeto sério e consistente de lente para uso profissional em câmeras full frame.

Com quais lentes podemos comparar a Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM?

É uma pergunta difícil de responder — especialmente pra mim, por que não experimentei outras lentes desta categoria, mas posso tentar me basear pelos reviews de terceiros e nas próprias especificações dos fabricantes.

Sendo uma lente lançada em Setembro de 2008, é um projeto que caminha para 13 anos em 2021. A minha cópia deve ter menos de 7 anos, contudo. Se levarmos em conta que sua substituta, a Sigma 24-70mm F2.8 DG OS HSM Art, só foi lançada em 2017, é possível encontrar objetivas com menos de 5 anos de uso, ainda em 2021.

Para quem usa o mount da Canon, há basicamente 2 projetos concorrentes, da mesma época:

A segunda opção (Tamron) tem uma vantagem exclusiva: estabilização óptica.

Imagem das 3 lentes alinhadas, no site camerasize.com. A Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM é a do meio: menor e mais leve.

O que eu não gosto na lente

Pessoalmente, não me importo muito com uma grande abertura do diafragma e provavelmente seria mais feliz com uma 24-105mm f/4 — os 50% a mais na distância focal é algo que me interessaria mais do que a possibilidade de fotografar a f/2.8.

Em resumo, acho a lente limitada na sua distância focal máxima.

O que eu gosto nesta objetiva

Embora eu não faça questão de usar a abertura máxima do diafragma, a f/2.8… eu uso e muito! 😉

O recurso facilita muito fazer imagens durante a noite, sem precisar recorrer a flash e a tripé. Na rua isso significa muito pra mim.

O bokeh da Sigma 24-70mm f/2.8mm IF EX DG HSM

Com uma abertura destas… a gente precisa falar do bokeh.

Eu sou bastante apaixonado pelo bokeh das lentes Sigma e, com 9 lâminas na abertura do diafragma, esta objetiva garante um efeito suave, consistente e bonito.

Conclusão

A Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM, na minha humilde opinião, continua sendo um equipamento relevante e uma boa compra. Se estiver em condições impecáveis, pode valer no máximo US$ 500. Não pague mais do que isso.

Como equipamento de uso diário e intenso, a lente não me decepcionou.

Talvez eu tenha tido muita sorte, mas o fato é que a minha cópia não precisou de qualquer ajuste do autofoco e sempre esteve pronta para qualquer aventura ou evento, desde que voltou da assistência.

Embora eu nunca tenha derrubado uma lente, a minha Sigma 24-70, chegou com uma rachadura no vidro frontal e com sinais de desgaste e uso intenso — além do problema no diafragma. É possível que tenha sido um pouco judiada pela dona anterior e sofrido alguns acidentes — fotografar casamentos, não é um passeio no parque.

A construção de plástico robusta e sólida, certamente, ajuda o equipamento a atravessar o contexto do trabalho intenso e extremo, mantendo a qualidade das suas imagens.

Muita conversa… mostre as suas fotos!

Você pode ver algumas das minhas fotos com a Sigma 24-70 f/2.8 IF EX DG HSM no meu perfil do Instagram: https://www.instagram.com/p/CItO35JsB-G/.