Introdução à rede social Mastodon.

mastodon logo

Como ferramenta de rede social, o Mastodon se descreve como milhares de comunidades interconectadas e disponíveis à sua escolha.
Além disto — por ser uma ferramenta aberta e de código livre — provê ferramentas suficientes para você criar a sua própria comunidade.

Tal como outras redes sociais, de código aberto, como o Quitter e o Diaspora, esta é descentralizada e independe de um órgão (privado ou governamental) para estabelecer seu controle ou fazer algum tipo de censura (direta ou através de algoritmos obscuros).

Quem já usou o Tweetdeck, como aplicativo web para se conectar ao Twitter, vai reconhecer de imediato sua interface organizada em colunas.

tweetdeck and mastodon
Clique, para ver detalhes.

Redes sociais abertas e descentralizadas trazem uma série de conceitos novos (e até, inacreditáveis) para quem nunca usou nada além de redes fechadas, centralizadas e proprietárias (como Facebook, Twitter, Google Plus etc).

Vamos conhecer melhor estes conceitos, antes da grande aventura.

Como funciona o Mastodon

Código livre e aberto tem um significado forte e abrangente aqui.

Por exemplo, se houver algum algoritmo no pedaço, você tem acesso a ele e pode estudar seu funcionamento.

Qualquer pessoa pode baixar o código fonte do Mastodon e rodar o seu próprio servidor, inclusive.

Cada servidor, pode hospedar perfis de usuários e armazenar o conteúdo que produzem ou que acessam na rede social.

Se você não quiser ter este trabalho (como a grande maioria), pode apenas escolher um servidor, dentre milhares, para criar seu perfil e se conectar a toda a rede.

Cada usuário tem um nome de perfil (ou conta) único, que vem acompanhado do nome do servidor (ou host) em que ele se encontra hospedado.

Por exemplo, usuario@exemplo.com — em que ‘exemplo.com’ é o nome do host.

Cada servidor também pode ser chamado de instância.

Uma rede social distribuída ou federada é um conceito de serviço descentralizado, distribuído entre diversos provedores independentes.

Consiste de múltiplos websites, cada qual com sua base de usuários.

Todos os websites da rede se comunicam entre si.

mastodon instancias
O usuário não fica restrito aos perfis hospedados em sua instância, uma vez que cada instância está conectada a todas as outras.

Desta forma, você vai se conectar a todos os usuários da federação.

A EFF, entidade de defesa dos direitos e das liberdades civis na Internet, endossa o modelo de rede social distribuída, como maneira de devolver o controle e o poder de escolha às mãos dos usuários.

Além disto, permite que cidadãos de regimes restritivos possam conduzir atos de ativismo com maior nível de proteção e anonimidade.

Quais são as vantagens de uma rede social federada?

Uma rede federada é constituída por servidores independentes (instâncias), mantidos por entidades e pessoas físicas do mundo todo, distribuídos geograficamente entre nações, continentes etc.

Os servidores estão conectados, mas rodam independentes uns dos outros.
São mantidos por pessoas ou organizações diversas e possuem políticas de moderação diferentes.

Por outro ângulo, sua conta ou perfil não é dependente de nenhum servidor.

Além de poder escolher aquele que tenha políticas de moderação e uma ética de condução mais compatível com a sua maneira de pensar, você pode trocar de host, em caso de bloqueio judicial, governamental ou econômico. Redes descentralizadas são alvos mais difíceis de bloqueios e censuras.

A rede é persistente e você não precisa se preocupar em migrar todos os seus amigos ou sua audiência a outra plataforma, se o servidor atual se tornar indisponível. Você só precisa procurar outra instância para se conectar.

Use um assistente para criar seu perfil no Mastodon

O primeiro desafio do usuário iniciante é encontrar uma instância para se conectar e criar o seu perfil na rede do Mastodon.
O site https://joinmastodon.org/ é voltada para ajudar as pessoas que querem começar. Há, inclusive, um assistente (wizard) que auxilia na escolha da melhor instância para você.

mastodon account creation
O botão “Help me choose” (ajude-me a escolher) dá início ao assistente do Mastodon.

Com algumas perguntas básicas, o assistente filtra as instâncias e, no final, mostra apenas as que estão de acordo com os seus termos.
No momento, em que escrevo, o wizard do Mastodon está em inglês, apenas. Mas muita coisa pode mudar com o tempo.
Se preferir, pode usar o link direto para a página do assistente: https://instances.social/.
mastodon wizard start

Escolha os idiomas que você domina:

Escolha se prefere uma instância com contagem de usuário ou se “tanto faz” (botão It does not matter).

A parte que segue é importante.
É onde você pode filtrar a relação de instâncias pelo tipo de conteúdo que eventualmente irão exibir (ou tolerar).
Para cada tipo de conteúdo, há 3 respostas a serem dadas:

  • Allowed — Permitido. Escolha, caso você queira permitir que este tipo de postagem, por ventura, apareça na sua timeline.
  • Don’t care — Não liga. Escolha, se você não se importa com este tipo de conteúdo.
  • Forbidden — Proibido. Escolha, se você não tolera este tipo de conteúdo.


Na ordem em que está aparecendo na imagem, acima, os tipos de conteúdo possível são os seguintes:

  1. Nudez sem a tag NSFW (Not Safe For Work ou inadequado para exibir no local de trabalho).
  2. Nudez com a tag NSFW — quando estiver em ambiente inadequado para este tipo de conteúdo, basta não clicar.
  3. Pornografia sem a tag NFSW.
  4. Pornografia com a tag NFSW.
  5. Conteúdo sexista (usualmente, machista).
  6. Conteúdo racista.
  7. Links para conteúdo ilegal (inclui links para download de filmes, músicas etc.)
  8. Spam
  9. Propaganda — se você proibir este tipo de conteúdo, a lista poderá excluir instâncias cujos serviços sejam mantidos com anúncios.
  10. Discursos de ódio.
  11. Comportamento abusivo ou bullying
  12. Posts contendo spoilers de filmes ou séries, sem prévio aviso.

Após clicar em “Next“, o assistente finalmente vai mostrar uma lista de instâncias que se encaixam no seu perfil de usuário.

Se não ficar satisfeito(a) com as opções oferecidas, volte atrás e refaça suas escolhas.
Note que cada instância listada traz uma breve descrição sobre as pessoas e os assuntos abordados lá dentro.
Use o tradutor do Google, se não se sentir confortável com a língua inglesa.

Abaixo, a tela de cadastro do Mastodon em língua portuguesa, uma das opções da lista anterior.

Enfim, espero que a gente se encontre por lá! 😉

Referências

https://joinmastodon.org/.

De acordo com estudo, filhos criados sem religião demonstram mais empatia e gentileza.

Família cristã brasileira

Um estudo conduzido na Universidade de Chicago, mostrou que crianças educadas em ambientes não-religiosos são mais gentis e altruístas do que as que são criadas com base religiosa.
Publicado no periódico Current Biology, o estudo acompanhou 1170 crianças, com idades entre 5 e 12 anos, em seis países: Canadá, China, Jordânia, Turquia, EUA e África do Sul.
A pesquisa analisou “a religiosidade do ambiente familiar e os relatos dos pais sobre a empatia dos filhos e sua sensibilidade em relação à justiça”.

Uma equipe de psicólogos, liderados pelo Prof. Jean Decety, examinou as percepções e os comportamentos de crianças de 6 países.
O estudo observou, nas crianças, sua tendência a compartilhar – como medida de seu altruísmo – e sua inclinação por julgar e punir outros por mau comportamento.
Crianças oriundas de famílias religiosas apresentavam menor tendência a compartilhar com as outras, em relação às que vinham de famílias não-religiosas.
A educação religiosa também foi associada a tendências mais punitivas em resposta ao comportamento anti-social.

De acordo com os pesquisadores, “a identificação religiosa da família, reduz o comportamento altruístico das crianças” e as que vem “de ambientes familiares religiosos são mais duras em suas tendẽncias punitivas”.
Em outras palavras, as que são criadas na ausência de religião são mais propensas a compartilhar, a ser generosas.

O que encontramos, contradiz o senso comum e a crença popular de que crianças que recebem educação religiosa em casa são mais altruístas e generosas com outras.
“Em nosso estudo, garotos e garotas de famílias ateístas ou não-religiosas, demonstraram, de fato, maior generosidade”, concluiu o professo Jean Decety, que conduziu a pesquisa.

O estudo demonstrou, ainda, que os resultados não variam muito com o tempo e que crianças submetidas a ambientes muito religiosos não seguem a tendência natural de ser mais generosas à medida em que sua idade avança.
O que acontece é que outras pesquisas mostram que, em geral, crianças se tornam mais propensas a compartilhar, com a idade.
Em lares identificados como cristãos ou muçulmanos, esta propensão era significativamente menor em relação aos lares não-religiosos.
Em resumo, a relação negativa entre a religiosidade e o altruísmo aumentou com a idade. Jovens com longa experiência religiosa era as que tinham mais dificuldade de compartilhar.

Punitividade

O estudo também mostrou que a punição em lares religiosos costuma ser muito mais severa — uma vez que pais religiosos se mostravam favoráveis à rigidez contra comportamentos antissociais e julgavam este tipo de comportamento com mais dureza do que os não religiosos.
Este resultado dá suporte a estudos prévios, feitos com adultos, que mostraram que a religiosidade está ligada a punições severas ou excessivas a ofensas interpessoais.
Revela, ainda, similaridade no modo como a religião afeta negativamente o altruísmo infantil.
Ele desafia a crença de que a religiosidade facilita o comportamento pró-social. Além disto, questiona se a religião é vital para o desenvolvimento moral.
Não vamos concluir que seja impossível a crianças religiosas serem boas ou crescerem para se tornar boas pessoas.
Mas é possível concluír que criar filhos dentro de um ambiente religioso não é um método eficiente para obter, justamente, o resultado que os religiosos propõem: pessoas mais sociáveis, mais altruistas e empáticas.

Referẽncias

http://www.patheos.com/blogs/danthropology/2015/11/study-finds-that-children-raised-without-religion-show-more-empathy-and-kindness/.

Como assistir a pornô eticamente

xxx porn

Ver conteúdo erótico ou sexualmente explícito é normal e sempre fez parte história da humanidade.
Muitas pessoas assistem a filmes ou vídeos pornôs, pelo menos ocasionalmente — tanto homens quanto mulheres.
Ao mesmo tempo, muitas se sentem culpadas e desconfortáveis com este comportamento — consigo mesmas e/ou com outras pessoas.
Parte significativa deste desconforto é causado por razões religiosas — que não será o foco deste texto.
Entre as razões de se sentir culpado(a), uma é estar se dando alguns momentos de prazer quando deveria estar trabalhando ou fazendo algo “mais produtivo”, por exemplo. Principalmente se você é do tipo que demora para encontrar “o vídeo perfeito”.

Se você se preocupa com questões sobre a idade dos(as) participantes nos filmes, sobre as suas condições de trabalho ou de atuação e se estão realmente gostando do que estão fazendo — esta será a abordagem deste texto.

Mesmo gostando de “sexo indecente”, há maneiras decentes de escolher e assistir a pornografia online.
Tal como a sua alimentação, é possível se educar para gostar de ver pornô feito com ética e respeito entre os(as) participantes — ao mesmo tempo em que você mantém suas preferências.
Você vai precisar ter alguma força de vontade. Mas vai valer a pena ficar distante de conteúdo duvidoso.
Evitar material de origem dúbia pode deixar você em paz com sua consciência e, se você usa Windows, reduzir as chances de contaminação por vírus no computador.
Levar a sério estas questões, vai ajudar (muito) você a assistir a suas cenas prediletas com segurança, inclusive.
Ter momentos de prazer e não precisar ter que explicar nada a ninguém depois é muito bom, não é? E este objetivo é plenamente alcançável.

A busca ética

Use um mecanismo de busca especializado, no lugar do Google.
A sugestão é o Boodigo.
Este mecanismo não cria dificuldades para você chegar ao conteúdo que deseja, diferente de outros.
Criado por um ex-funcionário do Google, o Boodigo foi concebido para ajudar a encontrar os sites adultos, com os termos que você pesquisou.
O Boodigo não irá mostrar “artigos da Wikipedia” sobre a prática sexual que você digitou na caixa de busca.
Ele vai direto aos sites que fornecem os fetiches e as fantasias que te interessam.
Ao mesmo tempo, ele filtra sites que contenham mídias pirateadas, que apresentem menores ou atos ilegais.
Se você curte BDSM, por exemplo, o search engine Boodigo ajuda chegar a sites de sexo, onde sua prática envolve adultos, atuando com consentimento mútuo.
Para quem é fã de um determinado estúdio pornô, uma forma de melhorar suas buscas é ir direto ao site — assim você evita as imitações ou cópias não autorizadas.

Longe de querer repetir o discurso anti-cópia ou de proteção de direitos autorais da indústria do entretenimento, quero discutir meios de nos relacionar eticamente com as pessoas envolvidas na produção de conteúdo adulto.

Faça as suas pesquisas — mas faça isso na hora certa

Ir ao supermercado, para fazer compras, com fome é a melhor fórmula para comprar errado e fazer péssimas escolhas alimentares.
Analogamente, pesquisar pornografia na Internet, quando se está “morrendo de tesão”, só vai trazer escolhas feitas por impulso.
Fazer a busca por sites adultos éticos requer algum tempo e uma boa dose de racionalidade.
Coloque as páginas que preenchem os seus critérios nos seus favoritos (no PC ou no dispositivo móvel) para, na próxima vez em que “bater a urgência”, ficar fácil encontrar o que você gosta.
O site Ant.com video downloader, além de um plug in incrível para fazer downloads de vídeos de vários sites, possui um gerenciador de páginas favoritas.
Se você divide o computador com seu(sua) parceiro(a), usar um gestor de bookmarks (favoritos) externo pode ser uma opção melhor.
Ao pesquisar, tenha em mente que o seu ator e sua atriz favoritos provavelmente têm seus próprios sites de conteúdo.
Portanto, que tal se inscrever lá?
Além de dar mais dinheiro diretamente para o(a) profissional que você curte, ainda terá conteúdo garantido deles(as).
Sites oficiais de atores e atrizes costumam ter parceria com outros sites. A depender do tipo de parceria, é possível que o cliente de um possa acessar o conteúdo de outro, sem ter que pagar nada a mais.
Alguns profissionais oferecem live cam shows ou exibições de câmera ao vivo para seus membros. Outros oferecem exibições exclusivas, por uma taxa — o que te dá uma chance de ver uma performance feita especialmente para você.

A prática de vender conteúdo pornô (entre outros produtos), em seus websites oficiais, é mais comum entre atores e atrizes estrangeiros do que entre os brasileiros.
Ainda assim, é possível obter muito conteúdo nacional direto dos sites das produtoras.

Informe-se sobre os seus sites pornô

Mais do que dos direitos autorais, quando falo em pirataria e cópias ilegais, neste texto, me refiro aos direitos das pessoas que atuam nos filmes.
Filmes pornô, neste ponto, não são diferentes de outros produtos. Se você não paga por eles, como vai ter certeza de que os(as) profissionais que atuaram receberam justamente e foram tratados(as) adequadamente durante o processo?

“O único momento em que me senti explorada, na pornografia, foi através da pirataria.” — Jiz Lee, atriz pornô.

Sites gratuitos tem que se sustentar de alguma forma e, quando não têm uma estrutura profissional para se manter, podem ter falhas de segurança sérias e que podem ser transferidas e afetar o seu computador.
Estes sites recebem dinheiro através da publicidade (em excesso, muitas vezes) e não repassam absolutamente nada para os profissionais que atuam nos vídeos.
Por isto, é sempre melhor assistir aos vídeos das Brasileirinhas, só para citar um exemplo, no site das Brasileirinhas.
Baixar pornô via torrent, pode ser um meio mais seguro para você. Mas, novamente, esbarramos na questão ética: é correto as pessoas trabalharem para te agradar e não receberem?

E o pornô amador?

As principais questões éticas, levantadas até agora, não deixam de ser aplicáveis a conteúdo pornográfico amador — que tem legiões de fãs legítimos.
As pessoas envolvidas são todas adultas? Há consentimento mútuo? Todas sabem que estão sendo filmadas e que o conteúdo da filmagem será postado publicamente?!
Então tá tudo bem, não é?
Mas… como ter certeza de que estes quesitos estão sendo cumpridos?
Obviamente, conteúdo que tenha “caiu na rede” na descrição não parece ser algo que todos os(as) participantes tenham concordado em divulgar. Convenhamos.
Você sabe que não deve incentivar (assistindo), nem jamais compartilhar este tipo de conteúdo.
Gravar a intimidade das pessoas e expô-las publicamente é criminoso e profundamente antiético.

Se, por um lado, o pornô amador mostra pessoas comuns, fazendo sexo (que a gente supõe) genuinamente por prazer — por outro lado, traz consigo alguns dilemas éticos importantes: todo(as) sabem que foram filmados(as) e concordaram com a exposição pública?

As produtoras de filmes profissionais e os grandes estúdios também produzem e distribuem conteúdo amador e podem ser fonte confiável desta categoria.
Grandes sites, do tipo tube ou galore (galerias de vídeos) possuem a categoria Amadora listada.
Por que eu deveria pagar para ver pornô amador?
É simples. Embora não se espere que os atores, desta categoria, recebam por sua atuação — espera-se que o site faça a verificação de que seus vídeos seguem as regras. Isto custa dinheiro.

Experimente o pornô feminista

Strictu sensu, pornô feminista não é “automaticamente” pornô ético. Mas pode estar mais próximo.
Tende a focalizar mais os atos sexuais no prazer da mulher e em todo o seu corpo.
Quer um exemplo? Já procurou por ‘foreplay‘ (preliminares) em sites pornô?! A maioria dos resultados contém cenas estendidas de homens recebendo sexo oral ou mulheres recebendo… de outras mulheres.
Ou seja, além de machista, o conteúdo tradicional costuma ser bastante ilógico.
Quer outro motivo? Se você é homem, pode usufruir do bônus de ter algo realmente diferente para assistir ao lado da sua parceira. Isto não vale a pena?

Referências

http://www.ibtimes.com.au/former-google-programmer-creates-ethical-porn-search-engine-boodigo-1370480.
http://uk.askmen.com/sex/sex_tips/how-to-watch-porn-ethically.html.