O que é aquela “janelinha” com números que tem em algumas lentes? E para que serve?

A janela de escala de distância focal, de modo resumido, serve para mostrar em que local (em metros ou em pés) está o foco da lente.

Se você estiver usando o modo de foco manual da lente, pode ajustar o seu foco a partir das informações desta janelinha. Se o assunto estiver a 3m de distância, é possível ajustar o foco para 3m, a partir das informações exibidas na janela de escala.

Janela da escala de distância da lente Nikkor AF-S 50mm f/1.8, marcando foco no infinito.

No modo de foco automático (autofoco), a escala se movimenta sozinha, dentro da janela, marcando a distância entre a lente e o objeto que estiver em foco.

Usualmente, a uma marcação central entre outras marcações laterais, indicando a área que estará em foco (à frente e atrás do assunto) caso a abertura esteja naquele valor.

De que forma a janela de escala é usada?

Janela de escala de distância na lente Canon EF 24-105 F/4 L USM

Atualmente, fotógrafos usam muito pouco (e cada vez menos) esta ferramenta, já que preferem o foco automático. Tanto que a escala só é encontrada em lentes mais caras e de projeto legado.

Na fotografia de rua, em que é comum os fotógrafos fazerem registros com a câmera na altura da cintura (por que é mais “discreto”), a escala ajuda colocar o assunto em foco.

Contudo, ela bem mais usada em lentes “cine”, por videógrafos que preferem usar o foco manual — que coloca o foco exatamente onde é desejado.

Nas lentes voltadas para a cinematografia, a escala tem muito mais precisão que nas lentes voltadas para a fotografia — onde ela é cada vez mais raramente utilizada.

O meu kit de câmera + lente APS-C (cropped) dos sonhos

lens blur sigma 30mm

Os kits de câmeras + lente(s) APS-C costumam ser excelentes na relação custo/benefício.

Se, por um lado, o tamanho do sensor, cada vez menos impacta o custo das câmeras — por outro, permite construir (até certo ponto) lentes menores, mais leves e com custos mais reduzidos.

Empresas como a Canon e a Nikon têm conseguido oferecer boas opções de corpos APS-C combinados a lentes bastante eficientes para este tamanho de sensor.

Foto de uma garota em primeiro plano e uma roseira ao fundo.
Fotografar em f/1.4 é sempre um desafio. 😉

Neste post, vou falar sobre a lente que vai no kit dos meus sonhos e, depois, sobre as câmeras que fariam companhia a esta lente (Canon, Nikon e Fujifilm).

A minha lente APS-C preferida

Até agora, a Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM permanece firme no meu coração. Não é uma lente nova e não está mais em produção — você só vai encontrá-la para vender no mercado de usados.

Para um sensor pequeno, como o APS-C, a distância focal de 30mm é simplesmente perfeita. Dá para fazer retratos de corpo inteiro, sem se afastar muito do assunto, ou do rosto, sem precisar chegar muito perto.

Objetiva Sigma 30mm
Imagem da Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM

Para a fotografia de rua, a lente oferece um bom ângulo de visualização.

Infelizmente, não a tenho mais — tive que vender para ajudar na compra da minha primeira full frame.

Queria deixar claro que, para mim, “o vidro” é mais importante que a própria câmera — ou seja, se eu tiver a a objetiva certa, nem ligo muito para a câmera que vai lhe fazer companhia.

O fundamental é isso. Nem precisa ler o restante do texto… <3

Note o bokeh, com as luzes da cidade, no início do vídeo.

Câmera APS-C dos sonhos — Canon

Com um orçamento apertado, eu iria de câmera usada, tranquilamente.

Contudo, eu faria questão de escolher uma a partir da 70D — a que coubesse no meu orçamento. Se coubesse a 90D, tanto melhor! Estas câmeras têm o recurso de fazer múltiplas exposições, que eu acho muito divertido. Isso não tem na 77D, até onde sei.

Canon EOS 90D + lente Canon EF-S 18-135mm.

Como sou usuário desta marca, frequentemente tenho curiosidade sobre o funcionamento de outros sistemas. Nos próximos tópicos, vou falar um pouquinho mais sobre isso…

Câmera APS-C dos sonhos — Nikon

A marca também tem uma série de câmeras cropped interessantes. A que eu gostaria de conhecer melhor é a Nikon Z50.

Mesmo com a lente do kit, já acho uma máquina incrível pelo que vejo nas especificações. Também tem a possibilidade de fazer vídeos de altíssima qualidade em HDR e criar imagens com múltiplas exposições.

Imagen retirada da brochura da Nikon Z50 • Lente: NIKKOR Z DX 16-50mm f/3.5-6.3 VR • Autor da foto: Yohei Sawamura.

A máquina vai além com uma série efeitos especiais nas fotos, como colorização seletiva etc.

Câmera APS-C dos sonhos — Fujifilm

E, se tem uma marca que já me fez pensar em vender tudo para comprar uma de suas câmeras… é a Fujifilm.

Novamente, o que me seduz aqui, são as lentes. Acredito que eu faria um kit muito “gostoso” com a Fujifilm X-S10 + objetiva Fujinon XF 27mm f2.8.

Imagem retirada da brochura da Fujifilm.

Infelizmente, a Sigma nunca fabricou a 30mm, de que falamos no começo, para o mount da Fujifilm.

As câmeras desta marca, são muito atraentes no design e nos recursos de software embarcados. São efeitos que “recriam” o look de filme de décadas passadas. Todas vêm com a possibilidade de brincar com diversas formas de panorama e múltiplas exposições — de maneira muito simplificada.

Conclusão

Minha escolhas são estas. Estão longe de ser as mais caras ou mais populares.

Mas me deixei instigar pela curiosidade de conhecer algo novo (Nikon, Fujifilm) e pela saudade de uma lente de características marcantes, como é o caso da Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM.

E você?! Quais seriam as suas escolhas?!

Como obter uma fotografia consistente

mesas e cadeiras vazias à beira da piscina

Ser consistente, diferente do que muitos pensam, não significa abrir mão da criatividade. Pelo contrário.

Do meu ponto de vista, buscar a consistência é um processo que impõe algumas restrições, sim. Mas as restrições criativas, podem ajudar a progredir tecnicamente como fotógrafo profissional e artisticamente — e muito mais do que você imagina.

O que segue, não são regras. São apenas sugestões que podem ajudar nesta jornada. Você pode aplicar todas ou algumas.

E, sim! A maioria destas dicas servem para quem fotografa com o celular (y)

A escolha é sua. Porém quanto mais restrições você seguir, mais consistência vai obter.

A minha sugestão é iniciar um projeto de fotografia, com algumas destas restrições. Aos poucos, você pode expandir a adoção e ver o que funciona para você, no restante da sua fotografia (ou para outros projetos).

Use apenas uma distância focal.

Se você tem uma lente prime — de distância focal fixa — restrinja-se a ela.

Se tem uma lente zoom — 18-55mm, 24-70mm etc — escolha uma distância focal, seja 24mm, 35mm etc.

O objetivo é manter as fotos dentro de um mesmo campo de visão ou perspectiva.

Você pode usar apenas a 24mm durante um mês e no outro experimentar a 35mm, por exemplo. Depois de experimentar várias distâncias focais, você pode escolher uma delas para usar um ano inteiro — ou dentro do projeto.

Use uma abertura de diafragma fixa

Celulares — salvo raríssimas exceções — não possuem controle da abertura do diafragma. Ou é automático ou é fixo.

Se você fotografa com celular, pule para o próximo item.

A abertura do diafragma, em conjunto com outros fatores, ajuda a controlar a profundidade do campo de foco.

A uniformidade do desfoque de fundo, de uma foto para a outra, é um dos objetivos que podem ser atingidos com esta restrição.

Use um valor de ISO fixo

O ISO, de maneira resumida, se refere à sensibilidade do sensor à luz. Em conjunto com outros fatores, o valor do ISO pode causar mais ou menos ruído na sua imagem.

Quem usa filme para fotografar, compra rolos com ISO pré-definido — ISO 100, ISO 400 etc.

filme kidak ektar iso 100
Filme ISO/ASA 100, Kodak Ektar.

Aqui, a dica é escolher um valor para o seu ISO e não mexer mais nisso 😉

Use foco fixo

Essa é difícil!

Se estiver disposta(o) a ir às últimas consequências, fixe o foco em uma zona.

No celular, basta manter o dedo pressionado na tela, por alguns segundos, no ponto em que se encontra algum objeto que esteja na distância que você deseja focalizar. Vamos supor que ele esteja a 3 metros. Um cadeado vai aparecer na tela, indicando que a distância do foco não irá mudar.

foco manual
Escala de foco manual, por zona, no celular

Em uma lente de câmera dedicada, use a escala de distância focal.

Janelinha da escala de distância.

Esta é a restrição mais difícil, pois vai pedir bastante treinamento até conseguir cravar sempre o foco, em qualquer situação.

Reduza a quantidade de equipamentos

Sim. O seu equipamento pode ser o maior inimigo da sua consistência.

Ter uma quantidade muito grande de equipamentos, por um lado, é muito divertido… mas vai atrapalhar imensamente a jornada.

Câmeras diferentes, mesmo dentro da mesma marca, tratam cores de maneiras diferentes.

Lentes diferentes contribuem para perspectivas, ângulos de visão, profundidades de campo, cores, aberrações ópticas etc. Ao final, o projeto fica parecendo que foi feito por inúmeros fotógrafos, cada qual com um estilo diferente. Se não é o resultado que você quer, trabalhe com a menor quantidade possível de equipamentos.

Quanto menos “tralha”, mais fácil adquirir intimidade com o que você tem — entender como funciona e como obter os resultados que deseja.

Escolha um horário do dia para sair para fotografar

Se for para usar a luz natural do sol, restrinja o horário que você sai pra fotografar. A tonalidade e, principalmente, a temperatura de cores da luz solar varia muito durante o dia.

Escolha um horário em que a luz seja do seu agrado e se mantenha dentro dele.

Mantenha-se dentro do assunto

Este é o único item que não gosto.

Adoro variar os meus assuntos e, até o momento, estou me recusando a me especializar como fotógrafo.

Gosto de fotografar pessoas, posando ou não. Gosto de fotografar flores, paisagens, animais, pássaros, minha cachorrinha, minha família, meus amigos, desconhecidos, carros, casas etc. Tudo pode ser alvo da minha fotografia. Eu não tenho um interesse específico.

Mas nada impede escolher um tema para um projeto. A gente pode continuar fotografando tudo o que quiser e manter um ou mais projetos paralelos.

Quem é fotógrafo profissional de casamentos, podem manter um projeto pessoal de fotografia de flores, por exemplo. Há espaço para tudo.

Conclusão

Um projeto fotográfico, é como um TCC da faculdade ou uma tese: você precisa escolher um assunto (e se manter rigorosamente dentro dele); Ao mesmo tempo, precisa dar-lhe uma formatação uniforme, do começo ao fim. Você não pode entregar uma tese em que cada capítulo usa uma fonte diferente.

Quanto mais, destas restrições, você conseguir aplicar ao seu projeto fotográfico, mais consistente e uniforme ele será. Use a sua criatividade dentro destas “paredes” virtuais e veja o que é capaz de fazer artisticamente.

Por que não gosto de usar o celular para fotografia de rua

Não me entenda mal. Eu uso o celular para fazer registros na rua e o considero suficiente em boa parte das vezes. Mas tem limitações, como qualquer equipamento ou ferramenta.

Embora seja fino e pequeno, a discrição é uma das limitações. Se você clicar com os braços estendidos à sua frente, para acompanhar a cena na tela, dificilmente irá passar despercebido.

Se clicar com o aparelho na altura da cintura, vai ser difícil ver o que está sendo registrado.

Na minha experiência, a cultura também tem seu papel aqui. Usualmente, sacar o celular no meio da rua para fotografar pessoas ou cenas genéricas, é visto como coisa de pervertido ou de turista.

Mulheres jogando volleyball na praia.

Já quando percebem, na minha mão, uma câmera dedicada, é comum as pessoas se afastarem para não “atrapalhar o profissional” ou até se oferecerem para posar. Parece que abre portas — o que pode ser bom e ruim.

Portas abertas é sempre bom, mas pode sacrificar um pouco da espontaneidade da cena.

Eu não sou uma pessoa discreta

Para quem ainda não me viu pessoalmente, deixa eu me descrever: pareço um bicho galho, branco e fino (sim, sou educado) rsrsrs… Não tem como não chamar atenção aonde chego, por mais que eu deteste isso.

Casal dançando dentro de um bar, na praia.

Não sou de falar alto, no meio da rua, mas o meu sotaque — uma mistura dos vários lugares em que morei, mundo afora — chama a atenção.

Sou uma daquelas pessoas que, pela aparência física, não se encaixa em lugar algum — a menos que você conheça algum lugar no mundo, cheio de gente esquisita e, ao mesmo tempo, tímida.

Existe o lado bom e o ruim disso — que pode ser assunto para outro post, outro dia. O fato é que, para a fotografia de rua, a minha aparência atrapalha.

Teleobjetivas são uma benção para a fotografia de rua

Uma lente longa (85mm em diante) ajuda muito a se posicionar em um local mais discreto, enquanto registra o que está acontecendo ao redor, sem chamar a atenção para si.

Homem caminha na praia e observa outras pessoas. A areia molhada reflete a sua imagem.

As pessoas não percebem o fotógrafo e seguem suas vidas.

Uma “tele” também permite se colocar em um canto seguro — o que possibilita concentrar-se mais nas cenas ao redor, para registrar os momentos que achar que valem a pena.

Em outras palavras, uma objetiva de longo alcance ajuda a se proteger e a ver sem ser visto.

O que as teleobjetivas subtraem da fotografia de rua

Como já disse, toda ferramenta tem suas limitações e você precisa aprender a conviver com a realidade de ganhar de um lado e perder de outro.

As tele tiram de você o contato direto com o assunto e com o ambiente em que a cena transcorre. É como se nunca tivesse passado por lá.

É diferente de fazer a foto com uma grande angular (como é o caso das lentes dos celulares).

A teleobjetiva remove o fotógrafo do ambiente que está registrando. De certa forma, nos rouba a experiência de estar com as pessoas que fotografamos, de ouvir suas vozes, sentir os cheiros e os sons do local.

Se a fotografia é uma forma de sair de casa, para ir encontrar a vida nas ruas, as “tele” interpõem um distanciamento entre a gente e o assunto.

Homem caminha pela praia. A areia molhada reflete o seu corpo.

Conclusão

Eu uso os dois.

Com o celular ou com a 50mm, procuro trabalhar a minha timidez e procurar me relacionar com o assunto a ser registrado e o ambiente em redor.

Mas também gosto de procurar um local seguro e discreto, para registrar o que está acontecendo. Nesta situação, o resultado costuma ser mais espontâneo.

A Canon EOS 6D Mark II ainda é relevante?

camera canon eos 6d mark ii

Lançada em 29 de Junho, de 2017, a Canon EOS 6D Mark II substituía a EOS 6D — um projeto de 2013.

Escrevo este texto no primeiro quadrimestre de 2021, quando a linha “6D” caminha para seus 9 anos, enquanto a 6D Mark II, completa o seu 4o ano de vida.

A câmera é, enquanto escrevo este post, a 9a mais usada pelos clientes da Canon, no Flickr ( e a 6D clássica, 3a!).

Closeup in sunlight
Imagem de khoi tranduc, no Flickr.

Alguns fatores possuem significados importantes, quando se fala em câmeras dedicadas, na categoria das 6D:

  • Estamos falando de produtos projetados para durar várias décadas, inclusive sob condições difíceis de uso.
  • Vêm com tecnologia embarcada, que ainda será muito relevante nos próximos anos.

A EOS 6D Mark II ainda está em fabricação, é um produto muito bem vendido da Canon e vem recebendo regularmente atualizações de firmware — a última, em Fevereiro/2021.

Visão do topo da câmera Canon EOS 6D Mark II
O monitor LCD, presente nas linhas profissionais, ajuda a se inteirar rapidamente da configuração atual e fazer os ajustes necessários.

Atualmente, a EOS 6D II, está posicionada entre outros 4 modelos de câmeras, da própria Canon, cada qual com suas características e voltadas para públicos diferentes.

O ecossistema ao redor

Ao redor da Canon EOS 6D Mark II, há a 6D “clássica”, a EOS 5D Mark III, a EOS 5D Mark IV e a mais recente EOS RP.

A 6DII compartilha recursos de todas estas câmeras — ganha em alguns pontos e perde em outros, como veremos.

Self Portrait (In Explore)
Foto de Tiziana de Martino, no Flickr.

Em relação à sua antecessora, há alguns avanços significativos — mais pontos de foco e o Dual Pixel AutoFocus (DPAF).

Em relação à 5D Mark III, ela tem um sensor com um pouquinho mais de megapixels, conectividade muito melhor, GPS embutido, suporte a ISO mais alto e DPAF. Mas não tem 2 slots para cartão SD e não faz fotos a 1/8000s.

Em relação à EOS 5D Mark IV, a 6D Mark II é uma câmera quase 1 ano mais atual e com alguns aspectos de conectividade a mais, como o Bluetooth. Também tem estabilização digital de vídeo e DPAF e processador de imagens mais atuais. Mas não tem 2 slots para cartão SD e nem o mesmo nível de resistência e selagem do corpo.

Em relação à EOS RP, a 6D Mark II ainda tem melhores opções de conectividade (GPS e NFC), corpo mais resistente e bateria que dura 5X mais. A RP já passa a ter um sistema de autofoco superior e um desempenho, alegadamente, melhor em condições de pouca luminosidade.

Não esqueça de ler o meu review da Canon EOS 6D Mark II.

Veja uma tabela com as câmeras relacionadas:

MODELOSEOS 6DEOS 5D IIIEOS 6D IIEOS 5D IVEOS RP
LançamentoFev/2013Mai/2012Jun/2017Ago/2016Fev/2019
Ainda em produçãoNÃONÃOSIMSIMSIM
Preço (US$) *6001000140025001000
Processador de
imagens
DIGIC 5+DIGIC 5+DIGIC 7DIGIC 6+DIGIC 8
Megapixels2023,4263026
ISO normal
ISO expandido
100 – 25600
50 – 102400
100 – 25600
50 – 102400
100 – 40000
50 – 102400
100 – 32000
50 – 102400
100 – 40000
50 – 102400
Pontos de autofoco116145614779
DPAFNÃONÃOSIMSIMSIM
Vídeo em 4KNÃONÃOtime-lapse30 ou 24 fps24 fps e time-lapse
Estabilização digital
de vídeo
NÃONÃOSIMNÃONÃO
BluetoothNÃONÃOSIMNÃOSIM
Wi-FiSIMSIMSIMSIMSIM
Wi-Fi FTPNÃONÃONÃOSIMNÃO
NFCNÃONÃOSIMSIMNÃO
GPS embutidoSIMNÃOSIMSIMNÃO
Bateria (Qtd. de fotos)10909501200900250
Tiro contínuo4,56 FPS6,5 fps7 fps5 fps
Tela LCD articulávelNÃONÃOSIMNÃOSIM
Resolução do LCD
(milhões de pontos)
1,041,041,041,621,04
LCD adicional no topoSIMSIMSIMSIMNÃO
Weather sealingSIMSIMSIMSIMSIM
Slots cartão SD1 SD2 SD1 SD1 CF + 1 SD1 SD
Funções
customizá-veis
2013281723
Start-up time
(segundos)
0,10,10,20,10,82
Valores aproximados, em dólares, retirados do site da B&H e não incluem os impostos estaduais, usualmente cobrados nos EUA.

A 6D II se destaca pela conectividade

De todas as câmeras citadas, a Canon EOS 6D Mark II é a única que possui todas as opções de conectividade sem fio: Bluetooth, Wi-Fi, GPS e NFC. Você não precisa abrir mão de nada.

Com o NFC, basta encostar o celular na câmera, para conectar.

O GPS é um recurso incrível para quem viaja ou faz trilhas. Deveria vir em todas as câmeras. Mas, aparentemente, a tendência é as câmeras buscarem informações sobre posicionamento através do seu celular ou do seu carro, via Wi-Fi ou Bluetooth.

A 6D II é possivelmente a última câmera fullframe da Canon a vir com GPS e NFC. Uma pena.

O Wi-Fi está presente em todas câmeras citadas, mas o Bluetooth é o que faz acelerar a conexão ou o controle da câmera pelo aplicativo.

Portanto, se ter uma variedade de opções de conectividade é importante para você, então a Canon EOS 6D Mark II ainda vai ser relevante por alguns anos.

Construção e durabilidade

Neste quesito, a série 6D apresenta uma robustez média. Não é tão boa quanto as 5D, mas é melhor que a RP.

É uma câmera para trabalho pesado. Mas, quem precisa de um pouquinho mais confiabilidade, considere a linha 5D.

Os pontos fracos da 6D II

Os críticos apontam a falta de possibilidade de fazer vídeo em 4K, como uma das fraquezas da câmera.

Eu concordo com o argumento de que este recurso já era relevante em 2017, no lançamento da câmera.

Outro ponto em que ela poderia ser melhor é no número de slots para cartões de memória. Mas é preciso entender que, neste caso, ela acabaria por canibalizar o mercado da 5D — de forma que faz sentido a decisão da empresa em não incluir o recurso neste modelo.

Quando a 6D II é melhor que todas as outras câmeras

A Canon EOS 6D Mark II bate todas as outras 4 câmeras, desta comparação nos seguintes pontos:

  • Recursos de conectividade: é única com todos as 4 opções — GPS, Bluetooth, Wi-Fi e NFC.
  • Estabilização digital de vídeo: quando você não tem uma lente com estabilização óptica por perto, a 6DII oferece estabilização digital eficiente. O recurso (presente também na EOS RP) trabalha junto com a estabilização da sua lente, tornando a sua filmagem ainda mais estável.
  • Otimização de energia: mesmo com o GPS e as outras opções de conectividade ligadas, a câmera tem fôlego para clicar mais de 1200 fotos. Pro meu uso, passa tranquilamente de 1500.

Em outras palavras, se em cada sessão você tira 300 fotos, a bateria vai durar dias!

  • Pra finalizar, a câmera permite 28 funções personalizáveis. Para quem só sai com a câmera no final de semana, isso não significa nada. Mas, para quem passa o dia todo com ela, contribui muito para agilizar o fluxo de trabalho.

Conclusão

Não existe um ponto em que a Canon EOS 6D Mark II é a mais fraca de todas as máquinas analisadas. Ou ela fica na média, ou bate em todo mundo.

Se viesse com 2 slots para cartão, os fotógrafos de casamento não iriam sequer pensar na 5D Mark IV.

Se comparar as duas, a 6D Mark II não perde feio e ainda custa 1100 dólares a menos.

É provavelmente a última grande DSLR feita pela Canon e a minha aposta, hoje, é a seguinte: ainda será uma câmera relevante nos próximos 3 anos. Dê a sua opinião na sessão dos comentários 😉

Referências

Review da Canon EOS 6D Mark II: https://coisasdogeek.com.br/doc/2021/02/09/review-da-canon-eos-6d-mark-ii-1-ano-de-uso/

Especificações técnicas da EOS 6D: https://www.usa.canon.com/internet/portal/us/home/products/details/cameras/eos-dslr-and-mirrorless-cameras/dslr/eos-6d

Especificações técnicas da EOS 5D Mark III: https://www.usa.canon.com/internet/portal/us/home/support/details/cameras/eos-dslr-and-mirrorless-cameras/dslr/eos-5d-mark-iii/eos-5d-mark-iii?tab=technicalspecifications

Especificações técnicas da EOS 6D Mark II: https://downloads.canon.com/nw/camera/products/eos/6d-mark-ii/specifications/canon-eos-6d-mark-ii-specifications-chart.pdf?cm_mmc=nw-_-eos-6d-mark-ii-_-specifications-_-download

Especificações técnicas da EOS 5D Mark IV: https://downloads.canon.com/nw/camera/products/eos/5d-mark-iv/specifications/canon-eos-5d-mark-iv-with-canon-log-specifications-chart.pdf?cm_mmc=nw--eos-5d-mark-iv--specifications-_-download

Especificações técnicas da EOS RP: https://downloads.canon.com/nw/camera/products/eos/rp-2/specifications/canon-eos-rp-specifications-sheet.pdf

Links afiliados

Preços da EOS 6D Mark II: https://amzn.to/3curPfl

preços da EOS 5D Mark IV: https://amzn.to/3bvoxsY

Preços da EOS RP: https://amzn.to/38m9krY