O que os reviews não te contam sobre a Canon EOS 6D Mark II — mas eu conto! ;-)

Depois de assistir a um monte de reviews e escarafunchar os fóruns (aonde se encontra mais informações técnicas), em 2019, sobre a Canon EOS 6D Mark II, a EOS 5D Mark III e a EOS RP, acabei me decidindo pela compra da 6D II.

Hoje, estou chegando ao meu 2o ano com esta câmera e continuo descobrindo coisas que muitos reviewers não falam — a maioria, por que pegam a câmera por algumas semanas apenas.

Na minha experiência, 1 ano de uso é pouco para desvendar completamente um equipamento. Portanto, a análise de equipamento emprestado durante uma ou duas semanas, nunca vai ser o suficiente.

Os analistas de equipamentos dos grandes canais ainda têm um outro “problema”: o excesso de equipamentos não lhes permite chegar a ter intimidade com nenhum.

Não esqueça de olhar os links ao final do texto e ler o meu review completo da Canon EOS 6D Mark II.

Vamos aos fatos!

Vista da Canon EOS 6D Mark II com a lente Canon EF 100mm f/2.8 Macro USM

Campeã em personalização

A Canon EOS 6D Mark II tem 28 funções programáveis. E não dá para dominar isso em 2 semanas!

Para quem usa uma câmera apenas nos finais de semana, isto não acrescenta nada. Mas é uma surpresa extremamente agradável para quem passa o dia todo com ela na mão e precisa agilizar ao máximo o fluxo de trabalho.

Isso ajuda muito a quem, como eu, faz diversos tipos de fotografia — macro, produtos, retratos, eventos, fotografia de rua etc.

A facilidade de customização da câmera permite pular rapidamente de uma situação para a outra.

28 funções customizáveis é mais do que tem na EOS RP (23), na EOS 5D Mark IV (17) ou na 5D Mark III (13).

A bateria duuuuuuuuura…

A documentação oficial diz que a câmera tem a capacidade de fazer 1200 clics com uma carga da bateria LP-E6N.

Na verdade, dá bem mais do que isso.

Atualmente, a EOS 6D Mark II é a fullframe da Canon com melhor otimização de energia. A 6D clássica, sua antecessora, é a segunda colocada (1090 clics por carga).

Usualmente, consigo chegar a algo entre 1500 e 1800 clics. Se vocẽ desligar as opções de conectividade e conferir menos fotos no monitor LCD da câmera, pode chegar tranquilo a 2000 clics.

E, por falor em conectividade…

A maior quantidade de opções de conectividade entre as fullframe da Canon

  • Bluetooth v4.1 — com baixo consumo de energia, para se conectar com o celular
  • NFC — junto com a 5D Mark IV, são as únicas fullframe da Canon equipadas com o recurso, que permite encostar o celular na câmera para fazer a conexão.
  • Wi-Fi — ok… isso aqui, todo mundo tem 😉
  • GPS — permite gravar nas fotos as coordenadas, a localização e ainda obter o horário local diretamente dos satélites norteamericanos, russos e japoneses. Além de fazer o log de todo o caminho que você percorreu tirando suas fotos. Quando voltar de viagem, não precisa tentar lembrar aonde tirou cada foto… é só jogar no mapa!
Canon EOS 6D Mark II com a lente Canon EF 100mm f/2.8 Macro USM.

Opcionalmente, você pode usar o GPS do seu próprio celular, como qualquer outra câmera da Canon.

Estabilização digital de vídeo

Até onde sei, é a única DSLR fullframe da Canon com estabilização digital de vídeo. O recurso funciona com muita eficiência em conjunto com qualquer lente estabilizada da marca.

E, se você não tiver uma lente com estabilização óptica (OIS) nem tripé, o recurso pode “salvar a sua vida”, em qualquer filmagem externa.

Se você ainda não tem dinheiro para comprar uma lente com OIS, pode usar as que tem para obter filmagens mais estáveis.

Conclusão

Algumas destas características foram listadas no post “vale a pena comprar a EOS 6D Mark II?

Se você está na dúvida entre comprar esta câmera ou outra, espero ter ajudado a esclarecer alguns pontos, que possam te orientar a fazer uma escolha mais embasada e consciente.

Não é a melhor fullframe do mercado, mas tem opções exclusivas e que podem ser importantes no processo de escolha de alguns — assim como foi para mim.

Referências

A Canon EOS 6D Mark II ainda é relevante?

Review da Canon EOS 6D Mark II (1 ano de uso).

Clique na hashtag EOS 6D Mark II, para ver mais fotos e posts

Links afiliados

Onde comprar a Canon EOS 6D Mark II: https://amzn.to/3dU3QXv.

O que é aquela “janelinha” com números que tem em algumas lentes? E para que serve?

A janela de escala de distância focal, de modo resumido, serve para mostrar em que local (em metros ou em pés) está o foco da lente.

Se você estiver usando o modo de foco manual da lente, pode ajustar o seu foco a partir das informações desta janelinha. Se o assunto estiver a 3m de distância, é possível ajustar o foco para 3m, a partir das informações exibidas na janela de escala.

Janela da escala de distância da lente Nikkor AF-S 50mm f/1.8, marcando foco no infinito.

No modo de foco automático (autofoco), a escala se movimenta sozinha, dentro da janela, marcando a distância entre a lente e o objeto que estiver em foco.

Usualmente, a uma marcação central entre outras marcações laterais, indicando a área que estará em foco (à frente e atrás do assunto) caso a abertura esteja naquele valor.

De que forma a janela de escala é usada?

Janela de escala de distância na lente Canon EF 24-105 F/4 L USM

Atualmente, fotógrafos usam muito pouco (e cada vez menos) esta ferramenta, já que preferem o foco automático. Tanto que a escala só é encontrada em lentes mais caras e de projeto legado.

Na fotografia de rua, em que é comum os fotógrafos fazerem registros com a câmera na altura da cintura (por que é mais “discreto”), a escala ajuda colocar o assunto em foco.

Contudo, ela bem mais usada em lentes “cine”, por videógrafos que preferem usar o foco manual — que coloca o foco exatamente onde é desejado.

Nas lentes voltadas para a cinematografia, a escala tem muito mais precisão que nas lentes voltadas para a fotografia — onde ela é cada vez mais raramente utilizada.

O meu kit de câmera + lente APS-C (cropped) dos sonhos

lens blur sigma 30mm

Os kits de câmeras + lente(s) APS-C costumam ser excelentes na relação custo/benefício.

Se, por um lado, o tamanho do sensor, cada vez menos impacta o custo das câmeras — por outro, permite construir (até certo ponto) lentes menores, mais leves e com custos mais reduzidos.

Empresas como a Canon e a Nikon têm conseguido oferecer boas opções de corpos APS-C combinados a lentes bastante eficientes para este tamanho de sensor.

Foto de uma garota em primeiro plano e uma roseira ao fundo.
Fotografar em f/1.4 é sempre um desafio. 😉

Neste post, vou falar sobre a lente que vai no kit dos meus sonhos e, depois, sobre as câmeras que fariam companhia a esta lente (Canon, Nikon e Fujifilm).

A minha lente APS-C preferida

Até agora, a Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM permanece firme no meu coração. Não é uma lente nova e não está mais em produção — você só vai encontrá-la para vender no mercado de usados.

Para um sensor pequeno, como o APS-C, a distância focal de 30mm é simplesmente perfeita. Dá para fazer retratos de corpo inteiro, sem se afastar muito do assunto, ou do rosto, sem precisar chegar muito perto.

Objetiva Sigma 30mm
Imagem da Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM

Para a fotografia de rua, a lente oferece um bom ângulo de visualização.

Infelizmente, não a tenho mais — tive que vender para ajudar na compra da minha primeira full frame.

Queria deixar claro que, para mim, “o vidro” é mais importante que a própria câmera — ou seja, se eu tiver a a objetiva certa, nem ligo muito para a câmera que vai lhe fazer companhia.

O fundamental é isso. Nem precisa ler o restante do texto… <3

Note o bokeh, com as luzes da cidade, no início do vídeo.

Câmera APS-C dos sonhos — Canon

Com um orçamento apertado, eu iria de câmera usada, tranquilamente.

Contudo, eu faria questão de escolher uma a partir da 70D — a que coubesse no meu orçamento. Se coubesse a 90D, tanto melhor! Estas câmeras têm o recurso de fazer múltiplas exposições, que eu acho muito divertido. Isso não tem na 77D, até onde sei.

Canon EOS 90D + lente Canon EF-S 18-135mm.

Como sou usuário desta marca, frequentemente tenho curiosidade sobre o funcionamento de outros sistemas. Nos próximos tópicos, vou falar um pouquinho mais sobre isso…

Câmera APS-C dos sonhos — Nikon

A marca também tem uma série de câmeras cropped interessantes. A que eu gostaria de conhecer melhor é a Nikon Z50.

Mesmo com a lente do kit, já acho uma máquina incrível pelo que vejo nas especificações. Também tem a possibilidade de fazer vídeos de altíssima qualidade em HDR e criar imagens com múltiplas exposições.

Imagen retirada da brochura da Nikon Z50 • Lente: NIKKOR Z DX 16-50mm f/3.5-6.3 VR • Autor da foto: Yohei Sawamura.

A máquina vai além com uma série efeitos especiais nas fotos, como colorização seletiva etc.

Câmera APS-C dos sonhos — Fujifilm

E, se tem uma marca que já me fez pensar em vender tudo para comprar uma de suas câmeras… é a Fujifilm.

Novamente, o que me seduz aqui, são as lentes. Acredito que eu faria um kit muito “gostoso” com a Fujifilm X-S10 + objetiva Fujinon XF 27mm f2.8.

Imagem retirada da brochura da Fujifilm.

Infelizmente, a Sigma nunca fabricou a 30mm, de que falamos no começo, para o mount da Fujifilm.

As câmeras desta marca, são muito atraentes no design e nos recursos de software embarcados. São efeitos que “recriam” o look de filme de décadas passadas. Todas vêm com a possibilidade de brincar com diversas formas de panorama e múltiplas exposições — de maneira muito simplificada.

Conclusão

Minha escolhas são estas. Estão longe de ser as mais caras ou mais populares.

Mas me deixei instigar pela curiosidade de conhecer algo novo (Nikon, Fujifilm) e pela saudade de uma lente de características marcantes, como é o caso da Sigma 30mm f/1.4 EX DC HSM.

E você?! Quais seriam as suas escolhas?!

Como obter uma fotografia consistente

mesas e cadeiras vazias à beira da piscina

Ser consistente, diferente do que muitos pensam, não significa abrir mão da criatividade. Pelo contrário.

Do meu ponto de vista, buscar a consistência é um processo que impõe algumas restrições, sim. Mas as restrições criativas, podem ajudar a progredir tecnicamente como fotógrafo profissional e artisticamente — e muito mais do que você imagina.

O que segue, não são regras. São apenas sugestões que podem ajudar nesta jornada. Você pode aplicar todas ou algumas.

E, sim! A maioria destas dicas servem para quem fotografa com o celular (y)

A escolha é sua. Porém quanto mais restrições você seguir, mais consistência vai obter.

A minha sugestão é iniciar um projeto de fotografia, com algumas destas restrições. Aos poucos, você pode expandir a adoção e ver o que funciona para você, no restante da sua fotografia (ou para outros projetos).

Use apenas uma distância focal.

Se você tem uma lente prime — de distância focal fixa — restrinja-se a ela.

Se tem uma lente zoom — 18-55mm, 24-70mm etc — escolha uma distância focal, seja 24mm, 35mm etc.

O objetivo é manter as fotos dentro de um mesmo campo de visão ou perspectiva.

Você pode usar apenas a 24mm durante um mês e no outro experimentar a 35mm, por exemplo. Depois de experimentar várias distâncias focais, você pode escolher uma delas para usar um ano inteiro — ou dentro do projeto.

Use uma abertura de diafragma fixa

Celulares — salvo raríssimas exceções — não possuem controle da abertura do diafragma. Ou é automático ou é fixo.

Se você fotografa com celular, pule para o próximo item.

A abertura do diafragma, em conjunto com outros fatores, ajuda a controlar a profundidade do campo de foco.

A uniformidade do desfoque de fundo, de uma foto para a outra, é um dos objetivos que podem ser atingidos com esta restrição.

Use um valor de ISO fixo

O ISO, de maneira resumida, se refere à sensibilidade do sensor à luz. Em conjunto com outros fatores, o valor do ISO pode causar mais ou menos ruído na sua imagem.

Quem usa filme para fotografar, compra rolos com ISO pré-definido — ISO 100, ISO 400 etc.

filme kidak ektar iso 100
Filme ISO/ASA 100, Kodak Ektar.

Aqui, a dica é escolher um valor para o seu ISO e não mexer mais nisso 😉

Use foco fixo

Essa é difícil!

Se estiver disposta(o) a ir às últimas consequências, fixe o foco em uma zona.

No celular, basta manter o dedo pressionado na tela, por alguns segundos, no ponto em que se encontra algum objeto que esteja na distância que você deseja focalizar. Vamos supor que ele esteja a 3 metros. Um cadeado vai aparecer na tela, indicando que a distância do foco não irá mudar.

foco manual
Escala de foco manual, por zona, no celular

Em uma lente de câmera dedicada, use a escala de distância focal.

Janelinha da escala de distância.

Esta é a restrição mais difícil, pois vai pedir bastante treinamento até conseguir cravar sempre o foco, em qualquer situação.

Reduza a quantidade de equipamentos

Sim. O seu equipamento pode ser o maior inimigo da sua consistência.

Ter uma quantidade muito grande de equipamentos, por um lado, é muito divertido… mas vai atrapalhar imensamente a jornada.

Câmeras diferentes, mesmo dentro da mesma marca, tratam cores de maneiras diferentes.

Lentes diferentes contribuem para perspectivas, ângulos de visão, profundidades de campo, cores, aberrações ópticas etc. Ao final, o projeto fica parecendo que foi feito por inúmeros fotógrafos, cada qual com um estilo diferente. Se não é o resultado que você quer, trabalhe com a menor quantidade possível de equipamentos.

Quanto menos “tralha”, mais fácil adquirir intimidade com o que você tem — entender como funciona e como obter os resultados que deseja.

Escolha um horário do dia para sair para fotografar

Se for para usar a luz natural do sol, restrinja o horário que você sai pra fotografar. A tonalidade e, principalmente, a temperatura de cores da luz solar varia muito durante o dia.

Escolha um horário em que a luz seja do seu agrado e se mantenha dentro dele.

Mantenha-se dentro do assunto

Este é o único item que não gosto.

Adoro variar os meus assuntos e, até o momento, estou me recusando a me especializar como fotógrafo.

Gosto de fotografar pessoas, posando ou não. Gosto de fotografar flores, paisagens, animais, pássaros, minha cachorrinha, minha família, meus amigos, desconhecidos, carros, casas etc. Tudo pode ser alvo da minha fotografia. Eu não tenho um interesse específico.

Mas nada impede escolher um tema para um projeto. A gente pode continuar fotografando tudo o que quiser e manter um ou mais projetos paralelos.

Quem é fotógrafo profissional de casamentos, podem manter um projeto pessoal de fotografia de flores, por exemplo. Há espaço para tudo.

Conclusão

Um projeto fotográfico, é como um TCC da faculdade ou uma tese: você precisa escolher um assunto (e se manter rigorosamente dentro dele); Ao mesmo tempo, precisa dar-lhe uma formatação uniforme, do começo ao fim. Você não pode entregar uma tese em que cada capítulo usa uma fonte diferente.

Quanto mais, destas restrições, você conseguir aplicar ao seu projeto fotográfico, mais consistente e uniforme ele será. Use a sua criatividade dentro destas “paredes” virtuais e veja o que é capaz de fazer artisticamente.

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Depois de instalar o Follower Tracker, faça login no Instagram, através do app e aguarde ele fazer uma varredura na sua lista de seguidores.

Painel principal do aplicativo.

A primeira opção “Unfollowers” vai te levar para a tela com a lista de perfis, no Instagram, que não seguem de volta.

Ops! A minha lista é repleta de parentes… e a sua??! 😉

Como você já deve ter percebido, ao lado de cada perfil, há um botão vermelho para “dar o troco!”.

Retribua, com vontade, a todos estes influencers que se acham a “última bolacha do pacote”! 😉