Histórias inspiradas na fotografia de rua de Eugene Atget

Eugene Atget foi um fotógrafo francês, bastante produtivo, entre os anos 1880-1927. Seu trabalho de documentação das ruas, da arquitetura e da vida parisiense, neste período é de grande importância e qualidade.

Retrato de Eugene Atget (fotógrafo desconhecido). Fonte: Wikipedia.

Este post é sobre o livro de crônicas e contos, de autoria de Greg Bogaerts, que li durante a pandemia de 2021.

A obra tem um nome grande, mas bem explicativo: Walking Paris Streets with Eugene Atget: Inspired Stories about the Ragpicker, Lampshade Vendor, and Other Characters and Places of Old France (“Andando pelas ruas de Paris com Eugene Atget: histórias inspiradas sobre o trapeiro, o vendedor de abajures e outros personagens e lugares da antiga França”)

A proposta do autor, foi escrever pequenas crônicas inspiradas nas fotos de Atget.

Bogaerts também tem uma obra inspirada em algumas das pinturas de Van Gogh.

Trabalhadora sexual sentada em frente à entrada da sua casa, espera por clientes. Fotografia de Eugene Atget.
Fotografia de Eugene Atget: Prostituta sentada à frente da porta.

O que você pode não gostar

Infelizmente, a obra não tem tradução para o português. Se tem dificuldades de leitura em inglês, talvez o livro não seja para você.

Para quem espera ver algo especificamente sobre o fotógrafo Eugene Atget, devo esclarecer que a obra não é sobre ele. Como eu disse, trata-se de um livro de histórias, crônicas, em que o autor se baseou em algumas fotos de Atget e na época em que ele as tirou.

Na versão eletrônica (para o Kindle), as fotografias sempre deixam a desejar e, simplesmente, não são tão atraentes. Principalmente, se você usa uma versão básica, com baixa resolução. Neste caso, há a versão impressa, com toda a qualidade, para apreciarmos as imagens do fotógrafo — mas o preço pode ser salgado.

O que eu gostei no livro

Adorei as histórias criadas por Greg Bogaerts. Os contos têm qualidade e são instigantes. É um escritor capaz de criar situações sensuais e, por vezes, bem dramáticas.

A partir deste livro, passei a olhar as fotos de Eugene Atget de modo mais imaginativo.

Durante a pandemia, época em que estávamos lutando contra a ansiedade e pensamentos negativos, os contos não tinham nada “pesado” ou que pudesse agravar o estado mental de alguém. Optei por ler um conto por noite, antes de dormir e foi ótimo ter a influência das fotos de Atget e das crônicas de Bogaerts nos meus sonhos.

Não é um inglês difícil e você tem a opção, nos ebooks, de traduzir trechos inteiros ou palavras isoladas. Ou seja, pode ser uma opção para quem está querendo melhorar a leitura e a compreensão do idioma ao mesmo tempo em que se entretém com boas histórias.

Eu optei pela compra da versão eletrônica, mas imagino que a impressa dê uma experiência de imersão um pouco melhor, além de uma boa visão das fotos da Paris de Atget.

Aonde comprei o meu: https://amz2n.to/3tv5jfs.

Elias Praciano

— fã de séries, como "Love, Death & Robots", "Rick and Morty" e "Russian Doll". Gosta de criar imagens, direto da câmera, com o mínimo de pós-produção. Há vários anos o seu livro favorito é Neuromancer, de William Gibson.

2 Responses

  1. Deixando um recado rápido aqui. Não tinha conhecimento da obra de Eugene Atget, vou procurar agora mesmo, através do seu conteúdo aqui de grande valor cultural. Ah! Vou assistir Love Death & Robots.
    Elias, muito obrigado!

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