Meu processo de edição de imagens

Tenho 2 processos diferentes de edição para as minhas imagens, fundamentalmente. Já expliquei, antes, como (não) faço o processamento das imagens usadas em reviewsque é diferente.

Basicamente, há 2 formas de edição que funcionam para mim.

  • edição no celular, que é bem mais rápida, simples e relaxada, voltada pra soltar alguma coisa pras redes sociais.
  • edição no computador (notebook), que é um pouco mais minuciosa e que inclui alguns processos de organização e catalogação, que podem até ser mais importantes que a própria edição, às vezes.

Câmera configurada para facilitar a edição

Quanto melhor você fizer o trabalho dentro da câmera, na sessão de fotos, mais eficiente será a pós-produção — além de elevar o nível das suas possibilidades.

Não subestime o valor de acertar a exposição durante as sessões de fotos e gravar os arquivos, já pensando em preservar o máximo de informações.

Sempre fotografe em RAW, se quiser ter maior liberdade criativa na pós.

Se você prefere fotografar em JPEG e, ainda assim, gosta de editar e/ou aplicar filtros, sugiro usar um estilo de imagem neutro, que aceita melhor as edições posteriores e os filtros.

Como edito as minhas fotos no celular

Tenho usado muito o Snapseed, para editar as minhas imagens no celular e tenho até alguns filtros (looks) que criei para o meu uso.

Independente disso, sempre dou algum retoque a mais, específico para cada foto. E não demoro mais do que 1 minuto para completar todo o processo.

Depois que transfiro as imagens da câmera para o celular, percorro uma a uma e começo a apagar o que não vou usar. O espaço no meu dispositivo móvel é muito pequeno e procuro ser um pouco rigoroso nessa tarefa.

Depois disso, é começar a abrir cada imagem no Snapseed e fazer os ajustes que julgar necessário ou apenas aplicar o look que eu quero.

Como edito as fotos no computador

Aqui, o procedimento é bem mais sério (nem por isso, menos divertido) e pode ser um pouco mais demorado.

O modo culling, pode ser ativado com a tecla X, no Darktable e permite comparar lado a lado as imagens, em detalhes. O Snapseed não tem este recurso — e nem sei se teria utilidade na tela pequena do celular.

Uso o Darktable para fazer minhas edições no laptop, mas o processo é semelhante ao de muitos usuários de outros softwares desta mesma categoria — como Rawtherapee, lightroom etc.

Primeiro, importo as fotos, do cartão de memória pro SSD interno do notebook. Quando não é trabalho, gosto de “esquecer” que as imagens existem e deixar lá, “decantando” por 1 mês ou mais — eu expliquei o motivo neste post.

Depois disso, sigo para o processo de seleção:

  • Eu começo com o modo culling, para comparar fotos semelhantes e escolher as que ficaram melhores.
  • Rejeito todas as fotos que não quero ou que tenham problemas (fora de foco, por exemplo). No Darktable, você pode rejeitar com a tecla R e analisar o foco com Ctrl + W.
  • Em seguida, é hora de “tagear” ou categorizar as imagens.
  • Agora é hora de atribuir estilos genéricos às imagens semelhantes.
  • Depois disso, já posso aplicar alguma edição um pouco mais minuciosa a alguns conjuntos de imagens.
  • Algumas imagens, depois de exportadas para JPEG, podem acabar indo para a edição no GIMP, eventualmente.

Acho muito importante seguir estes passos e deixar as edições mais intensas para o final — para evitar me apegar às fotos ruins.

O uso dos presets

Cada software dá um nome para o conjunto de configurações e ajustes automáticos que podemos aplicar a uma imagem ou um conjunto delas. Dependendo do programa, são chamados de filtros, presets, looks, estilos etc.

No Darktable, são chamados de styles (estilos) e no Snapseed, de looks (ou “aparências”). As câmeras também têm predefinições de imagens — a Canon, chama as suas de “estilos de imagens” ou picture styles.

Todos os aplicativos de edição costumam oferecer uma gama de estilos prontos ou aceitar a adição de novos pacotes.

Com o tempo, é natural que você crie as suas próprias predefinições, que funcionam melhor para o seu modo de fotografar.

Conclusão

Enfim, este é basicamente como faço o pós processamento das minhas imagens.

No desktop/notebook, usualmente, faço isso com mais calma — o mais importante, aqui, é selecionar as imagens que valem a pena guardar e o que deve ser jogado fora.

Não é incomum as imagens editadas no celular e postadas “nas redes” terem pequenos problemas, que não são perceptíveis em tamanho pequeno — mas, ao serem analisadas em tela grande, revelam não ter a qualidade suficiente para serem guardadas.

Referências

Você pode baixar o Snapseed, gratuitamente, direto da lojinha do Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.niksoftware.snapseed

Você pode baixar o Darktable, direto do site oficial do projeto: https://www.darktable.org/

Elias Praciano

— fã de séries, como "Love, Death & Robots", "Rick and Morty" e "Russian Doll". Gosta de criar imagens, direto da câmera, com o mínimo de pós-produção. Há vários anos o seu livro favorito é Neuromancer, de William Gibson.

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