Fazer vídeos em 4K é relevante em 2022?

O gargalo da produção de vídeos em 4K não está no seu celular. Ele, provavelmente, é capaz de resolver gravar nesta resolução ou, até superior. A dificuldade está na pós-produção, na aquisição do equipamento de edição e de armazenamento.

Lidar com a produção de vídeo em 4K pode ser bastante desafiador, sob diversos pontos de vista. É caro para quem produz e, na outra ponta, o espectador não liga a mínima pra isso, se é que percebe a diferença.

Será que a hora de mudar a minha opinião chegou?!

Os custos de produzir vídeo em 4K

O seu celular provavelmente já faz vídeos em 4K — ou seja, não precisa comprar qualquer câmera nova para começar a gravar nesta resolução.

E não se iluda. Na produção de vídeos, a câmera é quase sempre a parte mais barata.

É na pós-produção, que editar vídeos em 4K vai requerer um computador bem mais parrudo do que este, que você comprou há 3 anos atrás. Alguns videomakers diriam que você deveria começar com um processador Intel i7 ou AMD Ryzen 7 com 32 Gb de memória RAM. Atualmente, o preço disso não é nada “popular”.

Clique aqui, para ler mais sobre equipamento para processar vídeos 4K (UHD).

O armazenamento é uma parte importante, que precisa ser considerada. Não basta ter um SSD ultrarrápido na máquina principal de trabalho. Você vai precisar ter backups.

Quando fazer vídeos em 4K é obrigatório.

Se eu fosse me casar hoje, não aceitaria que a cerimônia fosse gravada com menos que 4K de definição.

Tenha em mente que o 1080p (ou FullHD) é uma tecnologia, com mais de 20 anos de idade. O Blu-ray, lançado em 2006, completou 15 anos em 2021.

Daqui a 20 anos, vídeos em FullHD terão a aparência de 40, ou seja, vai ser como assistir a algo com a qualidade VGA ou 480p em uma TV de tubo de 14 polegadas. — ou seja, envelhecerão muito mal, a partir de hoje.

Portanto, se você estiver planejando em produzir conteúdo de relevância mais prolongada, precisa realmente pensar em usar equipamento de alta definição.

Em plataformas, como o Youtube, Vimeo, Dailymotion etc., por exemplo, não é incomum vídeos ainda serem interessantes, depois de 5 anos. Portanto, se for produzir um documentário, uma entrevista ou qualquer conteúdo de interesse histórico, procure fazer isso com a melhor qualidade possível.

Quando criar em UHD é, provavelmente, uma estupidez

Nas redes sociais, pra postar no Tik Tok, no Snapchat, nos stories do Instagram, do Twitter ou para postar vídeos opinativos sobre atualidades no Youtube. Para tudo o que for de interesse momentâneo ou especificamente voltado para o público que vai assistir na tela pequena do celular, use baixa definição.

Todas as plataformas, usam algoritmos de compressão para reduzir o tamanho das suas imagens (seja em vídeo ou foto) e, como consequência, há sempre uma queda na qualidade.

É inútil subir vídeos em UHD, que irão perder relevância nas próximas 24h.

Você vai gastar armazenamento no seu aparelho (se não apagar o conteúdo) ou no seu plano de armazenamento nas nuvens.

Se estiver dentro de uma franquia de dados para acessar a Internet, o golpe vai ser duro no seu bolso.

Conclusão

Na produção de conteúdo, podemos usar a analogia dos fast food e dos “restaurantes”. Existe o vídeo para consumo rápido, breve e fugaz. Por outro lado, há o conteúdo atemporal e que continuará a ser interessante por vários anos.

Muita produção fica no meio destas duas fronteiras e cabe a você decidir se vale investir mais ou não na sua criação.

O Youtuber Gerald Undone, recentemente fez um vídeo com a participação de 39 vloggers, da plataforma.

Cada um mostrou o seu equipamento de áudio e vídeo, bem como seu estúdio e opções de iluminação.

Embora seja em inglês, é fácil acompanhar observando as marcas e modelos dos produtos.

Nem todos produzem conteúdo em 4K e, o que mais chama a atenção, é a criatividade na iluminação e na organização do estúdio de gravação.

39 vloggers revelam detalhes sobre os equipamentos de gravação nos seus estúdios.

Portanto, leve em conta os outros aspectos do seu conteúdo atual — como o som, a iluminação, o seu local de gravação etc. O ideal é equilibrar investimentos entre todos estes fatores e não apenas na definição da imagem.

Elias Praciano

— fã de séries, como "Love, Death & Robots", "Rick and Morty" e "Ray Donovan". Gosta de criar imagens, direto da câmera, com o mínimo de pós-produção. Há vários anos o seu livro favorito é Neuromancer, de William Gibson.

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