Ética da fotografia em viagens

Neste texto, compartilho um pouquinho de experiência acumulada, viajando em grupo ou explorando sozinho, em que aprendi uma coisa ou outra sobre como me comportar com uma câmera.

De forma geral, buscar informações com antecedência, conversar com as pessoas e ter bom senso, ajuda enormemente a voltar para casa com as melhores fotos.

Tenha bom senso ao usar o flash

O flash é muito útil como luz auxiliar e ajuda a melhorar a qualidade da imagem, principalmente em ambientes internos — o que inclui restaurantes, museus etc.

O problema é que o flash sempre pode chamar uma atenção indesejada — e você está muito longe de casa, para querer confusão.

Vale ficar atento ao fato de que museus, templos e outros pontos turísticos podem ter restrições quanto ao dele.

Tenha bom senso, procure conhecer e respeitar as regras sobre o uso do flash.

Seja ponderado ao dar conselhos

Mesmo sendo um fotógrafo experiente, resista à tentação de direcionar a maneira como outras pessoas estão fazendo suas fotos — a menos que elas peçam o seu conselho.

Se você é novato, não interrompa o momento de outra pessoa, para obter dicas.

Obedeça às regras locais

Se você está viajando para conhecer diferentes culturas, informe-se sobre as regras e as leis locais — até, por que elas fazem parte da tradição e dos costumes da população.

Alguns locais limitam o uso de qualquer tipo de câmera, pelos mais variados motivos, como aeroportos, aviões, sítios históricos, templos, casinos, instituições governamentais, museus, memoriais etc.

Se avistar um aviso de “no photography“, evite, até mesmo, fazer uma selfie com o celular.

Pesquisar os costumes, antes de ir visitar, é a sua obrigação. Portanto, esteja informado sobre as normas regionais, culturais e religiosas e de que forma elas se relacionam à fotografia.

Alguns festivais, mesmo ocorrendo na rua, podem ter performances ou objetos de culto que a população local não deseja que sejam registrados.

Se faça presente

Antes de sacar a câmera, esteja presente no momento. Converse com as pessoas e procure conhecê-las.

Permita que elas se sintam confortáveis com você antes de mostrar a câmera.

Peça permissão

Se quiser tirar uma foto de uma pessoa, especificamente — como um monge budista, um guarda ou um artesão no mercado — é uma boa prática perguntar, antes, se isso é possível. Esteja preparado para aceitar um “não”, como resposta.

Se permitirem, mostre-lhes a foto e ofereça-se para compartilhar. Não se esqueça de agradecer pelo retrato.

Da mesma forma, vale a pena explicar que você está tirando as fotos para o seu álbum pessoal, para se lembrar do local e não para vendê-las.

Conclusão

Anos atrás, entreouvi uma conversa entre 2 amigas, planejando uma viagem ao exterior. Uma delas ria dizendo “aquela cidade nunca mais será a mesma depois que a gente passar por lá”. Eu poderia enumerar vários problemas nesta frase.

A maneira mais produtiva de conhecer novos lugares, é ser o mais humilde possível, para se permitir aprender coisas novas.

Permitir-se ser permeado pela cultura alheia, é o que pode lhe trazer mais crescimento pessoal.

Se você pretende viajar para mudar os outros e não a si mesmo, você está viajando errado — e, provavelmente, jogando o seu tempo e dinheiro fora.

Seja sempre gentil, educado e curioso, ao viajar… e receba, em troca, as melhores fotos.

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Elias Praciano

— fã de séries, como "Love, Death & Robots", "Rick and Morty" e "Russian Doll". Gosta de criar imagens, direto da câmera, com o mínimo de pós-produção. Há vários anos o seu livro favorito é Neuromancer, de William Gibson.

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